ANTES DO SIM · REFLEXÃO 12 DE 15

Pequenos gestos e grandes sentidos

Às vezes, o que fica na memória é um movimento quase imperceptível.

Pai da noiva e noivo se abraçam diante da noiva

Segurar uma mão, oferecer um lenço, esperar o outro terminar uma frase, reconhecer alguém com o olhar. Pequenos gestos podem revelar o cuidado que sustenta uma relação. Não precisam ser coreografados para ter valor. Muitas vezes, a melhor preparação é criar condições para que aconteçam naturalmente.

O significado não costuma depender do tamanho do gesto.

Percebam a linguagem do cotidiano

Como vocês cuidam um do outro quando algo sai do esperado? Existe um gesto que se repete em casa e que o outro reconhece imediatamente? Esse repertório afetivo vale mais do que uma sequência de movimentos inventados para a cerimônia.

NA PRÁTICA

Se um costuma apertar a mão do outro antes de enfrentar algo importante, não há motivo para substituir isso por um símbolo que não faz parte da relação.

Não dirijam cada segundo

Uma cerimônia muito coreografada pode deixar o casal preocupado em acertar posições, tempos e movimentos. Planejar as entradas é necessário; controlar cada abraço, sorriso ou pausa não é. O gesto espontâneo precisa de liberdade.

NA PRÁTICA

Combinem apenas o indispensável com a assessoria. Deixem as demais expressões acontecerem sem aviso ao microfone.

Olhem também para quem está perto

Às vezes, uma pessoa querida oferece um olhar de apoio ou um abraço após a celebração. Esse gesto pode ter grande significado sem se tornar parte formal do roteiro. A sensibilidade está em reconhecer, não em transformar tudo em cena.

NA PRÁTICA

Ao planejar a cerimônia, procurem preservar momentos de proximidade real, mesmo que sejam breves.

CONVERSAS QUE VALEM A PENA

Três perguntas para vocês

  • Que gesto simples faz vocês se sentirem acompanhados?
  • Estamos criando um momento ou tentando reproduzir uma fotografia?
  • O que pode acontecer espontaneamente se deixarmos espaço?
UM EXERCÍCIO SIMPLES

Experimentem juntos

Cada um descreve dois gestos cotidianos do outro que transmitem cuidado. Conversem sobre por que eles importam, sem decidir que precisarão reproduzi-los no casamento.