ANTES DO SIM · REFLEXÃO 07 DE 15

A participação dos filhos

Incluir crianças pode ser muito bonito, desde que a experiência também seja boa para elas.

Duas crianças participando delicadamente de uma cerimônia de casamento

Quando há filhos, a cerimônia pode reunir diferentes histórias de amor e pertencimento. Alguns casais desejam que as crianças levem alianças, façam uma leitura ou participem de um gesto simbólico. Outros preferem que acompanhem tudo de perto, sem responsabilidade formal. O essencial é distinguir inclusão de obrigação.

A presença dos filhos já tem significado. Eles não precisam desempenhar um papel perfeito.

Pensem na idade e no desejo

Uma criança pequena pode ficar tímida, mudar de ideia, querer colo ou se distrair com o ambiente. Nada disso significa que o momento deu errado. Crianças maiores também devem poder dizer se estão confortáveis com leitura, fala ou entrada especial.

NA PRÁTICA

Ao convidar um filho para participar, expliquem o que vai acontecer em linguagem simples e perguntem como ele se sente.

Preparem uma alternativa acolhedora

Se uma criança levar as alianças, um adulto de confiança pode estar disponível para acompanhá-la. Se não quiser entrar, alguém poderá assumir a tarefa sem transformar a situação em constrangimento. O plano B faz parte do cuidado.

NA PRÁTICA

Evitem prometer à criança que “todos vão olhar” ou que ela “não pode errar”. A proposta é celebrar, não fazer uma apresentação.

O vínculo vale mais que a cena

Em famílias recompostas, cada pessoa tem sua história e seu tempo. Palavras sobre novos papéis, promessas de pertencimento ou gestos de união precisam respeitar vínculos preexistentes, inclusive outros responsáveis afetivos. Não cabe à cerimônia decidir publicamente como alguém deve sentir-se.

NA PRÁTICA

Uma frase de reconhecimento ou um abraço espontâneo pode ser mais verdadeiro do que pedir compromissos que a criança ainda não compreende.

CONVERSAS QUE VALEM A PENA

Três perguntas para vocês

  • O filho quer participar ou o desejo é principalmente dos adultos?
  • Quem poderá acolhê-lo caso fique inseguro?
  • Como reconhecer essa relação sem impor sentimentos ou papéis?
UM EXERCÍCIO SIMPLES

Experimentem juntos

Conversem sobre três cenários: a criança participa como previsto; prefere ficar ao lado de um familiar; muda de ideia durante a cerimônia. Os três precisam ser acolhidos.